sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Formando cidadãos para o crime




O universo carcerário, ou poderíamos dizer: monumento máximo de construção da exclusão social. Cercado por muros altíssimos ou isolados em ilhas esconde uma realidade desconhecida, e às vezes aceita pela população: os maus-tratos, a tortura, a promiscuidade e os vícios, uma representação nada agradável de um lugar onde teoricamente deveria ser um centro de readaptação e reintegração do preso ao convívio social.

A prisão a partir de uma visão utópica tinha como meta inicial modificar a índole dos detentos através da recuperação dos prisioneiros, reduzir o crime, a pobreza e a insanidade social, dirigir suas finalidades para a prevenção do crime e reforçar a segurança e a glória do Estado, mas acabou formando indivíduos cada vez piores.

Uma das alternativas para a recuperação dos presidiários seria ensinar-lhes um ofício onde eles poderiam aprender uma futura profissão mantendo os presos longe do ócio e de pensamentos que os levasse a outros crimes. A desorganização, a falta de produtividade, a ausência de matéria prima e de utensílios para o trabalho interno nas oficinas da prisão são constantes e não permitem que o preso seja recuperado.

"O cárcere nos documentários"

O sistema carcerário brasileiro é motivo de debates e críticas por grande parcela da sociedade. O problema existe no modo como enxergamos essa realidade, esse mundo paralelo que está mais próximo de nós do que imaginamos. O que reconhecemos como verdade a respeito desses locais são informações superficiais e nada humanas.

Costuma-se generalizar, as pessoas têm o costume de igualar todos e dar uma única classificação: Bandidos! É para desmistificar e informar a sociedade a respeito desse universo carcerário que os documentários fazem uma pesquisa profunda retratando a rotina dos prisioneiros.

Nos documentários não é mostrado apenas um sistema falido, que são os presídios brasileiros, mas os seres humanos com seus medos e anseios que por motivos diversos residem naquelas celas. A sociedade brasileira vive inflamada com os crimes bárbaros que passaram a ser corriqueiros nos últimos anos, mas é preciso tirar essa lente obscura e enxergar os problemas sociais e a raiz do problema. Esse tipo de visão fica mais esclarecida a partir do trabalho dos documentários.Ainda são poucos os projetos que falam do tema, mas é u começo para modificar um pensamento e para buscar uma forma de exercer as sentenças estipuladas pela "justiça".

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

CINEMA BR EM MOVIMENTO

"O CÁRCERE E A RUA"
No documentário “O Cárcere e a Rua” Cláudia é a presidiária mais antiga e respeitada da Penitenciária Madre Pelletier, que deve deixar o cárcere em breve. Assim como Betânia, que vai para o regime semi-aberto, e ao contrário de Daniela, que recém chegou na prisão e aguarda julgamento. Enquanto Daniela busca proteção na cadeia, Cláudia e Betânia vão enfrentar as incertezas de quem volta para a rua.

O filme faz parte do projeto de difusão e exibição de filmes de longa metragem da recente produção nacional, o Cinema BR em Movimento realiza sessões gratuitas em comunidades e universidades localizadas em todo Brasil. Atendendo a um público formador de opinião, através do seu Circuito Universitário e a populações excluídas geográfica ou economicamente das salas de cinema através do Circuito Comunitário, o projeto forma platéias e cria novos pólos de difusão e consumo para o cinema brasileiro.

Visando estimular o fortalecimento dos imaginários e identidades brasileiras, grande parte das sessões realizadas são seguidas de debates, mobilizando pensadores, formadores de opinião de diversas áreas e platéias em torno dos temas abordados nas obras. O Cinema BR em Movimento dedica ainda em todas as suas sessões espaço para a exibição e difusão de diversas obras e artistas locais.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

"Bem Vindos ao Soltando o Verbo"

No blog "Soltando o Verbo" você vai obter informação e comentar as notícias da semana. O objetivo do blog é escrever sobre temas que chamaram atenção e que de alguma forma vão fazer com que você critique e dê sua opinião. Você pode se indignar, desabafar ou simplesmente aceitar os fatos.
A equipe do "Soltando o Verbo" é formada pelas estudantes de jornalismo: Vanessa Oliveira, Roberta Barreto e Karen Mazzoli. Estamos de olho nas notícias para que você possa "Soltar o Verbo".