sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Formando cidadãos para o crime




O universo carcerário, ou poderíamos dizer: monumento máximo de construção da exclusão social. Cercado por muros altíssimos ou isolados em ilhas esconde uma realidade desconhecida, e às vezes aceita pela população: os maus-tratos, a tortura, a promiscuidade e os vícios, uma representação nada agradável de um lugar onde teoricamente deveria ser um centro de readaptação e reintegração do preso ao convívio social.

A prisão a partir de uma visão utópica tinha como meta inicial modificar a índole dos detentos através da recuperação dos prisioneiros, reduzir o crime, a pobreza e a insanidade social, dirigir suas finalidades para a prevenção do crime e reforçar a segurança e a glória do Estado, mas acabou formando indivíduos cada vez piores.

Uma das alternativas para a recuperação dos presidiários seria ensinar-lhes um ofício onde eles poderiam aprender uma futura profissão mantendo os presos longe do ócio e de pensamentos que os levasse a outros crimes. A desorganização, a falta de produtividade, a ausência de matéria prima e de utensílios para o trabalho interno nas oficinas da prisão são constantes e não permitem que o preso seja recuperado.

Nenhum comentário: